Fevereiro 4, 2017

Demonstrativo do Resultado do Exercício


 

Receba gratuitamente em seu e-mail o e-book com conceitos, dicas e informações do Demonstrativo do Resultado do Exercício. Se deseja obter a planilha completa, saiba como solicitando-nos através do formulário de contato ou cadastre-se em nossa newsletter, ou ainda:  e-mail consulting@comsulting.com.br – (32)99909-0779.           Clique na imagem acima e inscreva-se para fazer o download!

Conceitos:

A correta elaboração e interpretação do Demonstrativo do Resultado do Exercício é uma ação decisiva no que tange a vida financeira das empresas. É através do Demonstrativo do Resultado do Exercício que diagnosticamos problemas na saúde financeira da empresa e prescrevemos os remédios para intervenção nos problemas, quando necessário.

Entendo em conformidade com vários especialistas: O Demonstrativo do Resultado do Exercício não deve ser apenas um relatório contábil, ele deve ser principalmente um documento gerencial, tão importante ou mais que o contábil. A DRE nos permite fazer a leitura financeira de forma eficiente e rápida, fazendo as intervenções necessárias para a manutenção da sustentabilidade.

Vejamos algumas definições de outros especialistas sobre o DRE:

“A Demonstrativo do Resultado do Exercício – DRE é um tipo de demonstração financeira que tem como foco principal compilar as informações financeiras da empresa a fim de formar o resultado líquido do exercício, ou seja, o lucro ou prejuízo resultante da operação. A formação desse resultado se dá através da definição de todas as receitas da empresa, seus custos e despesas conforme o princípio contábil do regime de competência de contas”.(http://capitalsocial.cnt.br/o-que-e-demonstracao-do-resultado-de-exercicio-da-sua-empresa/) .

“A demonstração do resultado do exercício (DRE) é uma demonstração contabilística dinâmica que se destina a evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício, através do confronto das receitas, custos, e resultados, apurados segundo o princípio contábil do regime de competência. A demosntração do resultado do exercício oferece uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período. Embora sejam elaboradas anualmente para fins legais de divulgação, em geral são feitas mensalmente para fins administrativos e, trimestralmente para fins fiscais.”(https://pt.wikipedia.org/wiki/Demonstra%C3%A7%C3%A3o_do_resultado_do_exerc%C3%ADcio).

“A DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) é um indicativo cujo objetivo é evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício específico. Isso acontece por meio do confronto entre as receitas, os custos e as despesas, que devem ser apuradas de acordo com o princípio contábil do regime de competência.” (https://endeavor.org.br/dre/?esvt=-b&esvq=_cat%3Aendeavor.org.br&esvadt=999999—1&esvcrea=75514462525&esvplace=&esvd=c&esvaid=50078&gclid=CjwKEAjwkPS6BRD2ioKR7K245jASJAD1ZqHOpT5th0q5JbyOXzRNn4dILiZOcJ0FPBdgHcVU28ddoBoCEsfw_wcB).

 

 

O DRE – Demonstrativo do Resultado do Exercício, é o resumo financeiro das atividades de uma empresa em um determinado período de tempo. Estas atividades podem ser operacionais e não operacionais e são apuradas pelo regime de competência e mostra o total de receitas e despesas realizadas no período, independente de terem sidos pagas ou não.

A diferenciação entre regime de competência e regime de caixa é que, regime de competência trata estas atividades na data em que elas efetivamente foram feitas e regime de caixa trata as atividades na data em que elas foram pagas. Isto significa que se uma conta de luz é refente ao mês de Maio de 2016, tem um vencimento em Junho de 2016 e é pago em Julho de 2016, o regime de competência tratará esta despesa referente ao mês de Maio de 2016 e o regime de caixa tratará esta despesa referente a Julho de 2016. Se a conta tivesse sido paga no mês de vencimento, o regime de caixa trataria esta despesa referente a Junho de 2016.

A alocação inadequada dos custos e despesas no DRE poderá distorcer e causar impactos significativos na interpretação, análise e intervenção, quanto à margem de contribuição, lucros ou prejuízos, custo fixos e variáveis, ponto de equilíbrio e evidentemente na elaboração do plano de ações para a intervenção.

Especialistas difundem informações sobre o tema que muitas vezes podem divergir umas das outras. Essas divergências tem relação com a forma de interpretação na elaboração da classificação das despesas. Os casos mais comuns são percebidos quando se confundem conceitos de custos e despesas. Há também casos que se confundem entre despesas fixas, variáveis, despesas administrativas, custo de mercadoria vendida e outros, que certamente poderão distorcer os resultados.

O que pontuo neste momento é que, em uma mesma empresa, os mesmos dados e informações apresentados a diferentes especialistas, podem apresentar resultados diferentes em função da interpretação destes conceitos, mas nem sempre significa que estão errados. Quando isso ocorre, é necessário o concenso e o alinhamento das informações e opiniões, de maneira a apresentar a realidade mais próxima do contexto.

Ainda nesta postagem, vamos apresentar um estudo de caso baseado em uma empresa enquadrada no simples nacional e em pleno vapor no mercado, ou seja, vamos fazer uma análise e elaboração do DRE desta empresa, através do histórico dos dados e informações apresentadas e também descobrir através do resultado,  como anda a saúde financeira desta empresa.

Antes disso, precisamos entender melhor os conceitos que diferem custos de despesas, CMV – custo de mercadoria vendida, conceitos grupos de despesas fixas, variáveis, investimentos, classificação de despesas administrativas, operacionais, financeiras, despesas de pessoal, que servirão de base e aporte para a elaboração do Demonstrativo do Resultado do Exercício.

Custo e/ou CMV – Custo da Mercadoria Vendida:

Vejamos aqui alguns conceitos de custo na opinião de diferentes especialistas:

“O custo é o gasto econômico que representa a fabricação de um produto ou a prestação de um serviço. Ao estabelecer o custo de produção de um produto, é possível determinar o preço de venda ao público do bem em questão (o preço ao público é a soma do custo mais o lucro). O custo de um produto é composto pelo preço da matéria-prima, preço da mão-de-obra direta utilizada na sua produção, preço da mão-de-obra indireta usada para o funcionamento da empresa e o custo de amortização da maquinaria e dos edificios.” (http://conceito.de/custo).

“De acordo com a NPC 2 do Ibracon (Norma e Procedimento de Contabilidade), custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e localização atuais e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção, de modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade, ou realizados de qualquer  outra forma. Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços.” (http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/custo-ou-despesa.htm).

“Custo é uma certa quantidade em recursos financeiros correspondentes a aquisição de bens materiais e imateriais, trabalho e serviços consumidos pela empresa, necessários à produção de seus bens e serviços, bem como as despesas que são realizadas para a manutenção de instalações e equipamentos e para a realização das funções administrativas.” (http://www.tomislav.com.br/conceitos-funtamentais-sobre-custos/).

Pelos conceitos acima, é possível concluir que custo é tudo aquilo que incide e afeta diretamente no preço de aquisição e/ou produção de um produto. No caso de revenda de produtos, os itens mais comuns que incidem diretamente no custo de aquisição são os impostos (ICMS, diferença de ICMS, IPI e Fretes) e no caso da produção são custos de aquisição da matéria-prima, insumos, impostos, fretes, custos com mão-de-obra direta e indireta e em geral custos com manutenção de equipamentos e instalações. Conforme as necessidades de revenda e/ou produção, outras despesas podem ser agregadas, desde que devidamente identificadas e comprovadamente incorporadas às necessidades de produção ou revenda dos produtos.

Despesas Fixas e Variáveis:

Segue aqui alguns conceitos de despesas fixas e variáveis na opinião de diferentes especialistas:

Despesas Variáveis: As despesas variáveis normalmente são aquelas essenciais para o faturamento do seu negócio. Elas estão diretamente vinculadas ao volume vendido ou produzido pela empresa em um determinado período, ou seja, quanto mais se vender, maiores serão estas despesas.
Despesas Fixas: Por outro lado, as despesas fixas são mais estáveis. Seus valores independem do que for produzido ou vendido. São as contas mensais que o empresário tem que arcar, como aluguel, luz, contador, funcionários, água, gás, telefone e etc. Apesar do salário dos colaboradores ser uma despesa fixa, uma vez que é uma constante todos os meses, se a empresa trabalha com política de comissão, esta despesa deverá ser catalogada como despesa variável.” (http://www.quickbooks.com.br/r/conceitos-financas/despesas-fixas-e-variaveis-qual-a-diferenca/).
“Despesas Variáveis: Também recebe este nome devido à sua condicionalidade frente às variações de suas vendas mensais, ou seja, vende-se mais, paga-se mais de despesas variáveis. Ex.: impostos, comissões, fretes, carretos e embalagens.
Despesas Fixas: Como o próprio nome já diz, a despesa é considerada fixa porque, independente de produção ou venda, esta despesa está presente durante o período. Ex.: água, esgoto, energia, aluguel, telefone, salários administrativos e etc.” (http://www.portaleducacao.com.br/contabilidade/artigos/54307/despesas-fixas-e-despesas-variaveis).

Despesas variáveis são aqueles gastos que têm relação direta com o negócio da empresa. No caso de uma revendedora de automóveis, por exemplo, podemos citar a comissão de vendedores, que varia de acordo com as vendas de cada período. Assim, quanto mais carros são vendidos, maior é a gratificação a ser paga. Outros custos dessa categoria podem ser a matéria-prima em uma indústria e os impostos sobre a quantidade de mercadorias ou serviços negociados. Também podem ser consideradas despesas variáveis os gastos com publicidade e propaganda, que não constumam ser contínuos. Fretes e carretos  para a entrega dos produtos também fazem parte deste grupo.
Apesar de o nome sugerir tal associação, as despesas fixas não necessariamente têm valores intocáveis. A principal característica desse gasto é, na verdade, sua periodicidade. Assim, em outras palavras, as contas fixas são aquelas que ocorrem todos os meses, não sendo necessariamente ligadas ao volume de produção ou de vendas. É muito importante lembrar que esses gastos ocorrem em caso de faturamento ou não. Por isso devem ser considerados em projeções, levando em conta épocas de alta ou de baixa nas vendas, uma vez que as despesas aparecem sempre e devem, de qualquer forma, serem honradas. Dentro desta categoria, podemos citar como exemplos as contas de consumo em geral, que têm uma parcela mínima a ser paga.”(https://blog.contaazul.com/despesas-fixas-e-variaveis/).

Podemos deduzir agora que despesas variáveis são todas aquelas despesas que tem relação direta com a produção ou venda dos produtos de determinada empresa. Quando a empresa abre as portas e produz ou vende algum produto que faz parte do mix (a variedade de itens que uma empresa disponibiliza no mercado para atingir diferentes clientes ou dominar uma fatia maior do seu segmento), todas as despesas relacionadas com a atividade “venda” ou “produção” são consideradas despesas variáveis. Estas despesas só existirão quando a empresa abre as portas para oferecer seus produtos ou serviços.

As despesas fixas independem da venda ou produção de qualquer produto. Estas despesas tem relação com a existência da empresa. Basta um registro na Junta Comercial e um CNPJ para que estas despesas apareçam em um determinado período. São despesas como aluguel, telefone, energia, salários, água, esgoto, contabilidade e etc.

 

Investimento:

Investimento é o capital que aplicamos com o objetivo de obter um rendimento maior a médio ou a longo prazo.

Vejamos alguns conceitos:

“Investimento é a aplicação de algum tipo de recurso (dinheiro ou títulos) com a expectativa de receber algum retorno futuro superior ao aplicado compensando inclusivamente a perda de uso desse recurso durante o período de aplicação (juros ou lucros, em geral a longo prazo). Num sentido amplo, o termo aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos e imóveis para a instalação de unidades produtivas como a compra de títulos financeiros (letras de câmbio, ações). Nesses termos, investimento é toda aplicação de dinheiro com expectativa de lucro. Em sentido estrito, em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, meios de transporte) ou seja, em bens de capital. O investimento bruto, corresponde a todos os gastos realizados com bens de capital (máquinas e equipamentos) e formação de estoques. O investimento líquido exclui as despesas com manutenção e reposição de peças, equipamentos e instalações desgastadas pelo uso. Como está diretamente ligado à compra de bens de capital e, portanto, à ampliação da capacidade produtiva, o investimento líquido mede com mais precisão o crescimento da economia.”(http://www.orsalescontabilidade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23:o-que-e-investimento&catid=5:duvidas-frequentes&Itemid=12).

“De forma ampla, investimento é qualquer desembolso que produza expectativa de ganho futuro. Nesta linha, pode ser considerado diferentes formas de capital como intelectual, social e natural. Sendo assim, dedicar tempo ao estudo para desenvolver conhecimento sobre determinado assunto, assim como, plantar uma árvore para colher frutos no futuro, podem ser considerados e entendidos como formas de investimentos. Em termos financeiros, investimento é aplicar seu dinheiro de forma que ele gere rendimentos no futuro.”(https://blog.magnetis.com.br/o-que-e-investimento/).

“Em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios de produção, visando o aumento da capacidade produtiva (instalações, maquinas, transporte, infraestrutura) ou seja, em bens de capital. O investimento produtivo se realiza quando a taxa de lucro sobre o capital supera ou é pelo menos igual à taxa de juros ou quando os lucros sejam maiores ou iguais ao capital investido.”(https://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento).

Um investimento normalmente se dá mediante um capital disponível e em contra-ponto à resignação de um benefício imediato por um benefício futuro, como por exemplo, a aquisição de um automóvel ou uma viagem ao exterior. Optar pela compra de ações de uma empresa que esteja em alta poderá render-lhe dois ou mais veículos no futuro ou duas ou mais viagens no futuro. Optar pela compra de um maquinário capaz de incrementar sua produção, irá render-lhe no futuro um volume de vendas muito superior quando comparado ao volume de vendas atual.

Um investimento normalmente considera três pontos fundamentais:

1) o rendimento esperado ou o quanto se espera ganhar;

2) o risco calculado ou qual a probabilidade de se obter o rendimento esperado;

3) o horizonte temporal ou quando se irá obter os lucros;

Todo investimento requer uma estimativa de fluxo de caixa livre que serão obtidos com o projeto de análise. As previsões de investimentos devem ser elaboradas da forma mais realista e acurada possível.

 

Classificação das Despesas:

Muitos especialistas e estudiosos apontam várias formas de classificação das despesas. A que melhor se enquadra dentro do contexto aqui abordado, veio de um amigo internauta que muito agregou e certamente continua agregando conhecimentos a mim sobre a matéria. Deixo aqui aos interessados, contatos sobre João Paulo Longuinho, especialista na matéria, (Administrador de Empresas, Bachelor of Science in Business Administration · Diagnóstico, projetos e Desenvolvimento de Negócios) grande amigo e a quem devo muito sobre os conhecimentos adquiridos por mim  sobre DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício.

Tratando-se de empresas enquadradas no simples é necessário apenas dividi-las em grupos e subgrupos, onde:

  1. Grupos: São os grupos de despesas em que elas pertencem, sendo eles,  despesas fixas, despesas variáveis e despesas com custos.
  1. Subgrupo: Os subgrupos são subdivisões dos grupos, que identificam o tipo de despesa.

Dentro do grupo de despesas fixas, temos os seguintes subgrupos:

  1. Despesas AdministrativasSão despesas necessárias para o funcionamento da organização, como por exemplo as despesas com empresas de consultoria, assistência em informática, vale-transporte, financiamentos (desde que não seja para compra de bens, que neste caso é considerado investimento), honorários contábeis, despesas com material de escritório, telefones, dentre outras.
  2. Despesa com DepreciaçãoSão despesas relacionadas a depreciação de máquinas, equipamentos e edificações. A cada ano, maquinário, equipamentos e edificações perdem parte de seu valor pelo uso. Este processo é denominado depreciação e deve ser reposto através de uma taxa anual com o objetivo de ser recomposto ou substituído no futuro.
  3. Despesa FinanceiraDespesas relacionadas a pagamento de juros (sobre desconto de duplicatas), IOF, CPMF, dentre outras.
  4. Despesas com InstalaçõesDespesas relacionadas a manutenção e instalação, tanto predial como de equipamentos, como por exemplo, água, energia, alugueis, manutenção e conservação de máquinas e edificações, dentre outras.
  5. Despesas OperacionaisDespesas relacionadas a operacionalização e/ou logística das atividades da empresa, como por exemplo, correios, licenciamento de veículos, manutenção do site, seguros, dentre outras.
  6. Despesas com PessoalDespesas relacionadas com pessoal (colaboradores), tais como, vale-transporte, folha de pagamentos, encargos sociais (FGTS e INSS), dentre outros.
  7. Despesas com PublicidadeDespesas relacionadas com doações, patrocínio, propaganda e publicidade.

Dentro do grupo de despesas variáveis, temos os seguintes subgrupos:

  1. Despesas com Impostos: São todas as despesas referentes ao simples e DAE.
  2. Despesas com Comissão: São todas as comissões que foram efetivamente pagas.

Dentro do grupo de custos, temos o seguinte subgrupo:

  1. Despesas com Custos: São todas as despesas que efetivamente influenciam no custo de aquisição dos             produtos. É o CMV (Custo de mercadoria vendida). São eles,  o custo da matéria- prima vendida, os impostos (ICM) e o frete referente à compra dos produtos.

Planilha em excel que controla o período de 12 (doze) meses em qualquer moeda, além do acumulado no período. Despesas divididas em Despesas Fixas (administrativas, depreciação, financeiras, instalações, operacionais, pessoal e publicidade), Despesas Variáveis (impostos e comissões) e Custos (custo da mercadoria vendida – CMV). Os valores das despesas são lançados analiticamente dentro de cada grupo e subgrupo, conforme padrão estabelecido, com a possibilidade da criação de novas despesas, resultando ainda no peso de cada despesa quando comparado com o total de cada subgrupo. Calcula Receita Bruta, Impostos, Receita Liquida, CMV, Despesas Administrativas, Despesas com Instalações, Despesas Operacionais, Despesas com Publicidade, Despesas com Pessoal, Despesas com Depreciação, Lucro ou Prejuízo, Quantidade de Produtos Vendidos, Ponto de Equilíbrio, Margem de Contribuição, Margem de Lucro e ainda Mark-up Divisor, utilizado como política de preços. Gera 16 gráficos de todos resultados. Acompanha ainda o e-book explicativo.

A planilha tem por objetivo induzir o empreendedor a adotar medidas de boas práticas na gestão de seu negócio. Com ela é possível ter o controle de suas receitas e despesas, individualmente e dentro dos grupos e subgrupos definidos.

A atualização se dá em tempo real, ou seja, a medida que os lançamentos vão sendo efetuados, os cálculos também vão sendo atualizados. A grande vantagem deste processo é que você tem o controle diário de suas receitas e despesas, facilitando assim no processo de intervenção, caso seja necessário.

Outra grande vantagem é ter em mãos a medida exata dos investimentos que eventualmente se fazem necessários. Vale lembrar ainda que em tempos de crise, concorrência e globalização, sobreviverão apenas os empreendedores que tiverem responsabilidade na gestão dos negócios e que se propõem a inovação para se manterem no mercado. A transparência nas contas da empresa, a velocidade da informação e o tempo de resposta na intervenção, farão de você um empreendedor de sucesso e ainda o colocará à frente dos demais neste mercado competitivo e incerto.

Esta é uma imagem de parte da planilha. Na primeira coluna, temos os grupos de despesas, divididos em Despesas Fixas, Despesas Variáveis e Custo.

Na segunda coluna temos os subgrupos que fazem parte dos grupos. O grupo de despesas fixas subdivide-se em Despesas Administrativas, Despesas com Depreciação, Despesas Financeiras, Despesas com Instalações, Despesas Operacionais, Despesas com Pessoal e Despesas com Publicidade.

O grupo de despesas variáveis subdivide-se em Despesas com Impostos e Despesas com Comissão.

O grupo de despesa custo subdivide-se em Custo da Mercadoria Vendida – CMV.

Na terceira coluna, temos as despesas dispostas de forma analítica, alocadas dentro dos subgrupos de despesas e dos grupos de despesas. Estas despesas analíticas estão dispostas em linhas e são nestas linhas que vamos efetuar os lançamentos de cada uma delas.

A partir daí, as colunas estão dispostas em meses que vão desde o mês de Janeiro até o mês de Dezembro. Cada mês é composto por 2 (duas) colunas que compreendem o valor da despesa e o peso que ela representa perante ao total do subgrupo a que ela pertence. Ainda na coluna dos meses, existe uma célula com o título Receita, na qual deverá ser lançado o total da  receita realizada no mês

Na coluna onde se lê Valor da Despesa, será lançado o valor referente àquela despesa e na coluna onde se lê %, será calculado em tempo real o peso que aquela despesa representa quando comparado ao total das despesas do subgrupo a que ela pertence.

Após a coluna referente ao mês de Dezembro, existem ainda 2 (duas) colunas que se referem ao Acumulado no Período e a Média no Período.

Nas linhas da coluna Acumulado são totalizados a soma das despesas de forma analítica no período de 12 (doze) meses, a soma das despesas por subgrupos e também por grupos.

Nas colunas do Acumulado são totalizados a soma das despesas por Grupo e Subgrupos de Despesas durante o período de 12 (doze) meses, independente de grupos, subgrupos ou despesas analíticas. Ainda na coluna acumulado pode-se observar o impacto do peso de cada despesa, quando comparado com o total referente ao período.

Na coluna Média é apontado a média dos valores dentro do período de 12 (doze) meses.

Ainda é possível observar a somatória do total das receitas no período.

SOBRE OS INDICADORES:

Abaixo da planilha apresentada, encontramos uma outra planilha responsável pelos cálculos dos indicadores de todos os 12 (doze) meses do período. Estes indicadores mostram ao gestor informações relevantes sobre o desempenho dos negócios da empresa.

Para obter sucesso nos resultados, é extremamente importante que os dados alimentados na planilha estejam consistentes.

É através destes indicadores que você fará as intervenções necessárias para a melhoria nos resultados, programará seus investimentos com o intuito de beneficiar seus clientes e melhorar sua interatividade com o publico interno e externo.

Vamos agora entender os indicadores para que a interpretação do DRE – Demonstrativo do Resultado do Exercício seja efetuada de maneira eficiente.

(=) RECEITA BRUTA – A receita bruta determina o total da receita no mês sem o desconto dos impostos devidos.

(-) IMPOSTOS – Refere-se aos impostos devidos no mês que deverão ser descontados da receita bruta.

(=) RECEITA LIQUIDA – Da receita líquida, será abatido ainda as demais despesas para que se possa apurar se o resultado do período foi positivo ou negativo, ou seja, se sua empresa obteve lucro ou prejuízo.

(-) CMV – O custo da mercadoria vendida é o somatório dos itens que compuseram o custo de fabricação do produto ora vendido, independente destes itens terem sido adquiridos em meses anteriores. Este valor não tem nenhuma relação com as notas fiscais de entrada.

(-) COMISSÕES – As despesas com comissões são efetivamente os valores pagos aos vendedores a título de comissão dentro da competência.

(-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS – As despesas administrativas tem relação com as despesas fixas na planilha. São as contas mensais que o empresário tem que arcar.

(-) DESPESAS COM INSTALAÇÕES – São despesas relacionadas com instalações, ou seja, manutenção elétrica, mecânica, limpeza etc.

(-) DESPESAS OPERACIONAIS – São despesas referentes à logística de entrega, incluindo seguros, correios, licenciamento de veículos e taxas de consultas de cheques.

(-) DESPESAS COM PUBLICIDADE – Como o próprio nome diz, são despesas relacionadas a propaganda e marketing.

(-) DESPESAS COM PESSOAL – São despesas geradas em função dos colaboradores como, folha de pagamento, FGTS, INSS, vale transporte e sindicatos.

(-) DEPRECIAÇÃO – Despesas relacionadas às depreciações de máquinas, equipamentos, mobiliário e edificações.

(=) LUCRO OU PREJUÍZO – É o resultado do período. Este indicador é o primeiro a demonstrar se há alguma coisa errada na empresa. Preço de venda, despesas acima das receitas, funil de vendas, enfim, é necessário uma análise profunda para identificar onde está o problema. A fórmula de apuração deste indicador é RECEITA LIQUIDA – (CMV + COMISSÕES + DESPESAS  ADMINISTRATIVAS + DESPESAS COM INSTALAÇOES + DESPESAS OPERACIONAIS + DESPESAS COM PUBLICIDADE + DESPESAS COM PESSOAL + DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO)

QUANTIDADE DE PRODUTOS VENDIDOS – É somatório do total das vendas de produtos no período, ou seja, o CMV.

PONTO DE EQUILÍBRIO – É o valor mínimo que a empresa deve vender para pagar as despesas e não obter lucro e nem prejuízo. A fórmula de apuração deste indicador é ((DESPESAS ADMINISTRATIVAS + DESPESAS COM INSTALAÇÕES + DESPESAS OPERACIONAIS + DESPESAS COM PUBLICIDADE + DESPESAS COM PESSOAL + DEPRECIAÇÃO ) / MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO) * (RECEITA BRUTA / QUANTIDADE DE PRODUTOS VENDIDOS ou CMV).

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO – É a quantia em dinheiro que sobra da receita obtida da venda de um produto. A fórmula de apuração deste indicador é ( RECEITA BRUTA – CMV – IMPOSTOS – COMISSÕES ) / MATERIA PRIMA.

MARGEM DE LUCRO – É a percentual adicionado ao custo total de um produto, formando o preço de venda, ou seja, é a porcentagem de lucro que a empresa terá encima das vendas. A fórmula para a apuração deste indicador é (LUCRO / RECEITA BRUTA).

MARKUP DIVISOR – É o índice aplicado sobre o custo do produto para a formação do preço de venda. Neste índice já estão incluídos as despesas fixas, as despesas variáveis e o lucro. Uma vez determinado o mark-up divisor, basta pegar o custo total do produto e dividir pelo índice. A fórmula  de  apuração  deste  indicador é 1-(DESPESAS FIXAS + DESPESAS VARIÁVEIS + LUCRO).

Além destas informações, esta planilha pode te oferecer resultados em qualquer moeda de qualquer pais. Na segunda aba da planilha, temos a mesmas informações, porém, o resultado será de acordo com a moeda que você escolher.

Para isto, basta você digitar no campo específico a cotação da moeda no dia que a conversão é feita automaticamente, ou se preferir, defina a cotação antes dos lançamentos e a conversão é feita em tempo real.

Esta funcionalidade é utilizada por empreendedores com uma visão estratégica mais acentuada, ou ainda, por empreendedores que comercializam produtos importados.

Além desta funcionalidade, a planilha ainda contém mais 16 (dezesseis) abas que apresentam a evolução da empresa em gráficos. Todos os resultados  apresentados na planilha, são também apresentados em gráfico.

Além desta funcionalidade do resultado em qualquer moeda, como citado anteriormente, a planilha apresenta 16 (dezesseis) abas que apresentam a evolução da empresa em gráficos. Todos os resultados apresentados pela planilha, também são apresentados em gráficos, facilitando a análise ao fazer um comparativo  entre meses ou períodos.

Os gráficos também são atualizados em tempo real, de acordo com os lançamentos efetuados pelo usuário.

Os gráficos apresentados são em barras, mas podem ser modificados conforme o desejo do usuário.

Para evitar perda de informação quando se deseja fazer qualquer alteração na planilha ou nos gráficos, aconselho efetuar uma cópia (backup) da planilha antes de efetuar qualquer implementação. Este processo lhe garantirá a integridade dos dados e dos resultados.

CONCLUSÃO:

O DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício é um relatório financeiro com o objetivo de compilar as informações financeiras para se obter o resultado do exercício.

As informações fundamentais para a formação deste relatório são todas as receitas da empresa, as despesas e os custos, observando sempre o princípio do regime de competência.

É de fundamental importância que o empreendedor compreenda de forma adequada o significado de custos e despesas, e a partir destes conceitos, ter uma visão mais ampla da empresa para definir as estratégias.

Entre as muitas finalidades e importância da DRE estão a orientação dos gestores relacionadas a saúde financeira da empresa, a facilidade para a tomada de decisões em função do tempo mínimo que se leva para obter os resultados, a segurança na intervenção quando os resultados não são favoráveis, a clareza para definir a capacidade de investimentos e a orientação a investidores e no decorrer do período, a capacidade de recuperação das vendas ou determinação de qualquer fator negativo quando a DRE  sinaliza que algo não vai bem.

Aproveite a oportunidade para rever a sua forma de gerir seu negócio, agregando mais valor à sua empresa e ao seu trabalho.

Vale lembrar que estas definições estão baseadas em nossa planilha e referem-se a uma empresa cadastrada no simples.

Espero ter atingido o objetivo em mostrar a importância da Elaboração e implantação do DRE e o que representa este relatório dentro da organização. Espero também ter esclarecido as diferenciações entre as terminologias utilizadas no documento e a importância da compreensão e do significado destes termos.

Sobre o Autor

Analista e Desenvolvedor de sistemas sob demanda. Aplicações ERP (Enterprise Resource Planning) multi-tier. Entusiasta e focado nas boas práticas da administração. Consultoria e artigos nas área de Custos, Plano de Negócios, Planejamento Estratégico, DRE, Requerimento de Patentes, finanças e outros. Contate-me!

 


The following two tabs change content below.
Analista e Desenvolvedor de sistemas sob demanda. Aplicações ERP (Enterprise Resource Planning) em camadas e conexão via internet. Desenvolvimento de sites e e-commerce. Entusiasta e focado nas boas práticas da administração, escreve artigos na internet e desenvolve trabalhos de consultoria nas área de custos por absorção, plano de negócios, planejamento estratégico, plano de ação, demonstrativo do resultado do exercício, petições de requerimento de patentes, gestão de finanças, pessoas e rotinas administrativas em geral. Firmamos parcerias com empreendedores que desejam alavancar suas vendas e seu negócio através da divulgação e vendas de seus produtos em nosso e-commerce. Também desenvolve trabalhos na área de Marketing Digital, implementando estratégias de marketing mix (produto, preço, praça e promoção) e estuda as principais tendências e seus impactos nas decisões de negócios, utilizando os fundamentos de marketing de forma integrada.

Latest posts by Rogério Teixeira Martins (see all)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *